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quinta-feira, 20 de junho de 2013

E a Revolta dos Vinte Centavos...

                                                                   (foto: facebook.com)
O povo esta finalmente abrindo seus olhos para certas situações absurdas, PORÉM (e mais importante) um movimento como a "Revolta dos Vinte Centavos" que pode ser considerado legítimo, pode perder força por conta de alguns (infiltrados, provavelmente opositores do governo) que o querem desqualificar a massa que ora se aglomera para protestar, não contra o governo, mas contra a classe política; não contra a Copa, mas contra o descaso que seus representantes eleitos tem para com eles em áreas fundamentais como saúde, educação, segurança, cultura, etc. A mídia que se escondia, agora passa a comentar para desqualificar o governo (do qual nunca foi fã...) e o povo que se manifesta, repetindo, por conta de alguns... Os que agora se proclamam lideranças do movimento, acabam se colocando contra a presença de militantes partidários que historicamente sempre estiveram neste caminho de lutas a favor do povo, lembrando, como muitos colegas já colocaram neste espaço virtual, os algozes da famigerada Ditadura Militar brasileira que chegaram ao poder com o movimento golpista de 1964. Tudo muito conveniente... Essa é a minha opinião.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

8º ano: Movimentos operários e as idéias socialistas e anarquistas



Com a aceleração da industrialização, a crescente concentração de capital e a formação de grandes monopólios no século XIX, diversos países europeus (como a Inglaterra, a França e a Alemanha) se destacaram com o fortalecimento de suas economias. A industrialização trouxe consigo a urbanização, as cidades não cheiravam mais a cavalo (decorrente da grande quantidade de charretes que circulavam nas cidades), mas, sim, à fumaça e óleo (com a introdução dos automóveis no final do século XIX). Assim, uma rápida e desorganizada urbanização se acentuou na Europa.
A partir da ascensão do sistema capitalista (industrialização, formação de mercados, bancos, comércios), ocorreu a ascensão de uma nova classe social: os operários, isto é, os trabalhadores das indústrias capitalistas. Consequentemente, surgiram as relações sociais entre donos das fábricas (exploradores) e trabalhadores das fábricas (explorados) que permearam o dia a dia das indústrias.
Dessas relações nem um pouco amistosas entre capitalistas e trabalhadores surgiram na Inglaterra dois movimentos, os ludistas e os cartistas, que tinham um objetivo em comum: encontrar soluções para os problemas enfrentados pelos operários, principalmente o desemprego (decorrente da introdução nas fábricas de máquinas que substituíram diversas forças de trabalho humana). Tanto ludistas quanto cartistas reivindicavam, através de ações (como a quebra de maquinarias das indústrias), o retorno ao emprego dos trabalhadores desempregados.
Outra forma de reivindicação operária que não surtiu tanto efeito foi a tentativa de alcançar melhores condições de trabalho solicitando-as ao governo. Geralmente o poder público não atendia a essas reivindicações, pois o próprio governo era dono de indústrias.
Com o decorrer das décadas, o capitalismo foi agregando novas feições, a sociedade passou por crescentes transformações e, assim, os operários necessitavam articular novas formas de lutar por suas causas. Dessa maneira, surgiram os movimentos socialistas, a partir da organização dos trabalhadores.
Os principais movimentos socialistas que surgiram no século XIX foram o anarquismo e o comunismo. Segundo as ideias anarquistas, os operários somente iriam melhorar as condições de vida se o Estado e todas as formas de poder fossem extintas. Daí, temos as seguintes observações, tanto o anarquismo quanto o comunismo pautavam suas metas em transformações sociais profundas, não solicitavam somente mudanças nas relações entre patrões e trabalhadores.
Os anarquistas acreditavam que toda forma de exploração dos seres humanos teria um fim a partir do momento em que a sociedade se organizasse sem autoridade, sem gestores, sem escola, sem polícia, ou seja, sem quaisquer outras instituições estatais.
Para os comunistas, a situação de exploração capitalista acabaria somente quando os operários assumissem o poder estatal, ou seja, o controle do Estado. A partir daí, então, criariam novos valores sociais para aumentar a qualidade de vida da sociedade, acabando, dessa maneira, com a exploração capitalista.
O movimento operário se consolidou e se organizou fundamentalmente no século XIX. A luta trabalhadora havia apenas começado.

Fonte: http://www.mundoeducacao.com.br/historiageral/movimento-operario-no-seculo-xix.htm