segunda-feira, 25 de março de 2013

8º ano (25/03/13): o Iluminismo


Leiam o texto abaixo, depois click no link a seguir e responda as questões: https://docs.google.com/forms/d/1pam4QQ1lRa7Km4yc7xLeWmWjqoy0GsXZI7xuvwny9SA/viewform









Ocorreu no século XVIII, chamado o "Século das Luzes". O nome “iluminista” nasceu pelo fato da Idade Média ter sido considerada o tempo das “trevas da ignorância”, sendo que já nessa nova época, das luzes da sabedoria e das descobertas, foi um período de grandes avanços tecnológicos, com grandes pensadores como Voltaire e Renê Descartes. Nasceu na França e se desenvolveu por toda a Europa.
Os pensamentos iluministas tinham como ideal a liberdade, a fraternidade e a igualdade. Essas temáticas, aliás, viraram tema do país, que foi berço do nascimento do Iluminismo: a França. Também acompanhou o rumo de outros acontecimentos da Idade Moderna: contrariar princípios da Idade Média.



No caso do Iluminismo, o princípio da Idade Média ser contrariada era o de que as coisas aconteciam pura e simplesmente pela vontade divina. O Iluminismo tinha tendências lógicas, logo, buscavam uma explicação científica para todo fenômeno percebido. Além disso, seus pensadores atuaram nas mais diversas áreas científicas: economia, filosofia, sociologia, física e etc.
René Descartes e Isaac Newton foram os nomes que deram maior impulso numa fase inicial do iluminismo. Descartes defendia o uso da razão e da racionalidade para responder aos fenômenos que eram atribuídos à vontade divina. Foi também o criador do método cartesiano, que era uma forma de análise, baseada na perspectiva de duvidar de qualquer coisa que fosse passível de dúvida. O próprio Descartes se preocupou em provar sua existência. Dessa dúvida nasceu outra frase imortalizada de Descartes : “Penso Logo Existo”
Já Isaac Newton foi o responsável pela famosa força gravitacional. Newton, que era astrônomo e filósofo, fez descobertas, além dos estudos da força gravitacional, na área da óptica. Foi o responsável por mostrar que a luz branca é composta de várias cores. Também foi o criador de três leis fundamentais da física: a três leis de Newton.
Desses dois personagens em diante, a preocupação era espelhar o conhecimento a todos os seres humanos. Foi nesse período que se teve a ideia de reunir todo conhecimento humano, num projeto que se chamou de enciclopédia. Muitos pensadores apresentaram forte discordância do modelo mercantilista que se encontrava a sociedade europeia.
Outro grande personagem do iluminismo foi Voltaire. Um filósofo que teve vários pensamentos lembrados mesmo muito depois do Renascimento. Por exemplo, a sua defesa à liberdade de expressão em que ele diz “ não concordo com nenhuma palavra que dizes, mas defenderei até a morte o seu direto de dizê-lo”. Sua vontade era que o governo seguisse a ideologia e os pensamentos dos filósofos, além de ser contra a interferência da igreja no estado.





Fonte: http://idade-moderna.info/mos/view/Iluminismo/


Links: http://buscandoahistoria.blogspot.com.br/2011/07/iluminismo.html
http://filosofandoehistoriando.blogspot.com.br/2012/08/o-iluminismo-parte-0203.html

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

8º ano: Guerra do Paraguai


"No século XIX, as nações americanas emancipadas após a crise do sistema colonial se lançaram ao desafio de estabelecerem a soberania política e econômica de seus territórios. Essa seria uma tarefa bastante difícil, pois passados séculos de dominação colonial, esses novos países teriam que enfrentar os desafios estabelecidos pelo capitalismo industrial e financeiro do período.

Segundo alguns estudiosos, o processo de independência das nações latino-americanas não significou o fim da subserviência política e da dependência econômica. Sob outros moldes, esses países ainda estavam presos a instituições corruptas e à antiga economia agroexportadora. Contrariando essa tendência geral, durante o século XIX, o Paraguai implementou um conjunto de medidas que buscavam modernizar o país.
Nos governos de José Francia (1811-1840) e Carlos López (1840-1862) o analfabetismo foi erradicado do país e várias fábricas foram instaladas com o subsídio estatal. Além disso, melhorou o abastecimento alimentício com uma reforma agrária que reestruturou a produção agrícola paraguaia ao dar insumos e materiais para que os camponeses produzissem. Esse conjunto de medidas melhorou a condição de vida da população e fez surgir uma indústria autônoma e competitiva.

No ano de 1862, Solano López chegou ao poder com o objetivo de dar continuidade às conquistas dos governos anteriores. Nessa época, um dos grandes problemas da economia paraguaia se encontrava na ausência de saídas marítimas que escoassem a sua produção industrial. Os produtos paraguaios tinham que atravessar a região da Bacia do Prata, que abrangia possessões territoriais do Brasil, Uruguai e Argentina.

Segundo alguns historiadores, essa travessia pela Bacia do Prata era responsável, vez ou outra, pela deflagração de inconvenientes diplomáticos entre os países envolvidos. Visando melhorar o desempenho de sua economia, Solano pretendia organizar um projeto de expansão territorial que lhe oferecesse uma saída para o mar. Dessa maneira, o governo paraguaio se voltou à produção de armamentos e a ampliação dos exércitos que seriam posteriormente usados em uma batalha expansionista.

No entanto, outra corrente historiográfica atribuiu o início da guerra aos interesses econômicos que a Inglaterra tinha na região. De acordo com essa perspectiva, o governo britânico pressionou o Brasil e a Argentina a declararem guerra ao Paraguai alegando que teriam vantagens econômicas e empréstimos ingleses caso impedissem a ascensão da economia paraguaia. Com isso, a Inglaterra procurava impedir o aparecimento de um concorrente comercial autônomo que servisse de modelo às demais nações latino-americanas.

Sob esse clima de tensão, a Argentina tentava dar apoio à consolidação de um novo governo no Uruguai favorável ao ressurgimento do antigo Vice Reinado da Prata, que englobava as regiões da Argentina, do Paraguai e Uruguai. Em contrapartida, o Brasil era contra essa tendência, defendendo a livre navegação do Rio da Prata. Temendo esse outro projeto expansionista, posteriormente defendido por Solano López, o governo de Dom Pedro II decidiu interceder na política uruguaia.

Após invadir o Uruguai, retaliando os políticos uruguaios expansionistas, o governo brasileiro passou a ser hostilizado por Solano, que aprisionou o navio brasileiro Marquês de Olinda. Com esse episódio, o Brasil decidiu declarar guerra ao Paraguai. A Inglaterra, favorável ao conflito, concedeu empréstimos e defendeu a entrada da Argentina e do Uruguai na guerra.

Em 1865, Uruguai, Brasil e Argentina formaram a Tríplice Aliança com o objetivo de aniquilar as tropas paraguaias. Inicialmente, os exércitos paraguaios obtiveram algumas vitórias que foram anuladas pela superioridade do contingente militar e o patrocínio inglês da Tríplice Aliança.

Mesmo assim, as boas condições estruturais e o alto grau de organização dos exércitos paraguaios fizeram com que a guerra se arrastasse por cinco anos. Somente na série de batalhas acontecidas entre 1868 e 1869, que os exércitos da Tríplice Aliança garantiram a rendição paraguaia.

O saldo final da guerra foi desastroso. O Paraguai teve cerca de 80% de sua população de jovens adultos morta. O país sofreu uma enorme recessão econômica que empobreceu o Paraguai durante muito tempo. Com o final da guerra, o Brasil conservou suas posses na região do Prata.

Em contrapartida, o governo imperial contraiu um elevado montante de dívidas com a Inglaterra e fez do Exército uma instituição interessada em interferir nas questões políticas nacionais. A maior beneficiada com o conflito foi a Inglaterra, que barrou o aparecimento de uma concorrente comercial e lucrou com os juros dos empréstimos contraídos."


Fonte: http://www.brasilescola.com/historiab/guerra-paraguai.htm


Com base no texto acima e em outras leituras sobre a Guerra do Paraguai, responda as questões abaixo e envie como comentário a esta postagem:


01- Países envolvidos diretamente no conflito;

02- Motivações que levaram ao inicio do conflito;

03- Resultado do conflito para os países envolvidos.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica Júnior no Estado de Mato Grosso do Sul (PIBICJr-MS)

Aos meus alunos: estão abertas até o dia 31 de outubro as inscrições aos estudantes de Escolas Públicas das redes Municipal, Estadual e Federal interessados em concorrer a bolsas de estudo no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica Júnior no Estado de Mato Grosso do Sul (PIBICJr-MS). Maiores informações, acessem o link abaixo ou me procurem pessoalmente para esclarecimentos.

http://sigfundect.ledes.net/edital_blank.php?id=372

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

7º ano: a conquista e administração da América portuguesa




Como estudado em sala de aula, os portugueses chegaram ao Brasil em 1500, sob o comando do navegador Pedro Álvares Cabral, o qual liderava uma grande frota de navios que estava a "caminho das Índias", com o objetivo de dominar o comércio de especiarias do Oriente, comércio bastante vantajoso como já foi falado.

Segundo a Carta de Pero Vaz de Caminha, no dia 22 de abril de 1500, a frota de Cabral ao Brasil, no local que corresponde atualmente ao estado da Bahia. Os portugueses tiveram então o seu primeiro contato com os nativos: os indígenas. Foi justamente com os indígenas que os portugueses começaram a comerciallizar e explorar as riquezas locais, buscando principalmente metais preciosos (ouro e prata, em falta na Europa) e toda e qualquer outra riqueza que eles aqui encontrassem.




Com o passar do tempo e com a necessidade de se proteger o território conquistado, os portugueses iniciaram a colonização do Brasil a partir de 1530, com Martim Afonso de Sousa e sua tripulação de cerca de 500 homens que deveriam proteger a costa da colônia, fundar vilas e fortes no litoral e buscar as riquezas do "novo" território. Vale lembrar que o Brasil já era a muito tempo habitado pelos indígenas, portanto esta colonização citada era de povos europeus, no caso, os portugueses.

A partir de 1534, a Coroa Portuguesa decide iniciar uma colonização de fato em terras brasileiras, optando por dividir o território em "capitanias hereditárias", as quais ficariam sob a responsabilidade dos capitães-donatários, os quais deveriam arcar com os custos da colonização. Os donatários podiam explorar a terra, porém não eram seus proprietários, sendo-lhes proibido vender ou doar as mesmas. eles deveriam ainda exercer a justiça e o comando militar, defender as capitanias de possíveis invasores, podiam doar sesmarias (lotes de terras), fundar novas vilas, escravizar e vender indígenas, etc. De todas as capitanias hereditárias, somente duas prosperaram (Pernambuco e São Vicente) investindo na produção de açúcar, sendo que o grande fracasso deste sistema, levou à centralização da administração da colônia e a criação do governo-geral, sendo que nesta época o Brasil teve sua primeira capital na cidade de Salvador, na Bahia, e o primeiro governador-geral nomeado pelo rei foi Tomé de Sousa.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

8º ano: Independência do Brasil



Pesquisar e responder em dupla(posar como comentário) as seguintes questões sobre o processo de Independência do Brasil:

01- Qual era a situação econômica brasileira nas primeiras decadas do século XIX?

02- Por que as elites brasileiras, ao admitir a idéia de independência, não queria a participação das camadas populares no processo?

03- Descreva resumidamente como foi a repercussão internacional da independência brasileira.

9º Ano: O que é isso, companheiro?

 

Link para o filme: http://www.youtube.com/watch?v=9_ODe6ar7ag

Filme "O que é isso companheiro?"

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Outubro: 9º Ano - A ditadura militar no Brasil



"O Regime militar  foi o período da política brasileira em que militares conduziram o país. Essa época ficou marcada na história do Brasil através da prática de vários Atos Institucionais que colocavam em prática a censura, a perseguição política, a supressão de direitos constitucionais, a falta total de democracia e a repressão àqueles que eram contrários ao regime militar.
A Ditadura militar no Brasil teve seu início com o golpe militar de 31 de março de 1964, resultando no afastamento do Presidente da República, João Goulart, e tomando o poder o Marechal Castelo Branco. Este golpe de estado, caracterizado por personagens afinados como uma revolução instituiu no país uma ditadura militar, que durou até a eleição de Tancredo Neves em 1985. Os militares na época justificaram o golpe, sob a alegação de que havia uma ameaça comunista no país.

Golpe Militar de 1964

O Golpe Militar de 1964 marca uma série de eventos ocorridos em 31 de março de 1964 no Brasil, e que culminaram em um golpe de estado no dia 1 de abril de 1964. Esse golpe pôs fim ao governo do presidente João Goulart, também conhecido como Jango, que havia sido de forma democrática, eleito vice-presidente pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).
Imediatamente após a tomada de poder pelos militares, foi estabelecido o AI-1. Com 11 artigos, o mesmo dava ao governo militar o poder de modificar a constituição, anular mandatos legislativos, interromper direitos políticos por 10 anos e demitir, colocar em disponibilidade ou aposentar compulsoriamente qualquer pessoa que fosse contra a segurança do país, o regime democrático e a probidade da administração pública, além de determinar eleições indiretas para a presidência da República.

Durante o regime militar, ocorreu um fortalecimento do poder central, sobretudo do poder Executivo, caracterizando um regime de exceção, pois o Executivo se atribuiu a função de legislar, em detrimento dos outros poderes estabelecidos pela Constituição de 1946. O Alto Comando das Forças Armadas passou a controlar a sucessão presidencial, indicando um candidato militar que era referendado pelo Congresso Nacional.







A liberdade de expressão e de organização era quase inexistente. Partidos políticos, sindicatos, agremiações estudantis e outras organizações representativas da sociedade foram suprimidas ou sofreram interferência do governo. Os meios de comunicação e as manifestações artísticas foram reprimidos pela censura. A década de 1960 iniciou também, um período de grandes transformações na economia do Brasil,  de modernização da indústria e dos serviços, de concentração de renda, de abertura ao capital estrangeiro e do endividamento externo.

GOVERNO CASTELLO BRANCO (1964-1967) 

Castello Branco, general militar, foi eleito pelo Congresso Nacional presidente da República em 15 de abril de 1964. Em seu pronunciamento, declarou defender a democracia, porém ao começar seu governo, assume uma posição autoritária.
Estabeleceu eleições indiretas para presidente, além de dissolver os partidos políticos. Vários parlamentares federais e estaduais tiveram seus mandatos cassados, cidadãos tiveram seus direitos políticos e constitucionais cancelados e os sindicatos receberam intervenção do governo militar.
Em seu governo, foi instituído o bipartidarismo. Só estavam autorizados o funcionamento de dois partidos: Movimento Democrático Brasileiro ( MDB ) e a Aliança Renovadora Nacional ( ARENA ). Enquanto o primeiro era de oposição, de certa forma controlada, o segundo representava os militares.
O governo militar impõe, em janeiro de 1967, uma nova Constituição para o país. Aprovada neste mesmo ano, a Constituição de 1967 confirma e institucionaliza o regime militar e suas formas de atuação.

GOVERNO COSTA E SILVA (1967-1969)

Em 1967, assume a presidência o general Arthur da Costa e Silva, após ser eleito indiretamente pelo Congresso Nacional. Seu governo é marcado por protestos e manifestações sociais. A oposição ao regime militar cresce no país. A UNE ( União Nacional dos Estudantes ) organiza, no Rio de Janeiro, a Passeata dos Cem Mil.
Em Contagem (MG) e Osasco (SP), greves de operários paralisam fábricas em protesto ao regime militar.
A guerrilha urbana começa a se organizar. Formada por jovens idealistas de esquerda, assaltam bancos e seqüestram embaixadores para obterem fundos para o movimento de oposição armada.
No dia 13 de dezembro de 1968, o governo decreta o Ato Institucional Número 5 ( AI-5 ). Este foi o mais duro do governo militar, pois aposentou juízes, cassou mandatos, acabou com as garantias do habeas-corpus e aumentou a repressão militar e policial.

GOVERNO DA JUNTA MILITAR (31/8/1969-30/10/1969)

Doente, Costa e Silva foi substituído por uma junta militar formada pelos ministros Aurélio de Lira Tavares (Exército), Augusto Rademaker (Marinha) e Márcio de Sousa e Melo (Aeronáutica).
Dois grupos de esquerda, O MR-8 e a ALN seqüestram o embaixador dos EUA Charles Elbrick. Os guerrilheiros exigem a libertação de 15 presos políticos, exigência conseguida com sucesso. Porém, em 18 de setembro, o governo decreta a Lei de Segurança Nacional. Esta lei decretava o exílio e a pena de morte em casos de "guerra psicológica adversa, ou revolucionária, ou subversiva".
No final de 1969, o líder da ALN, Carlos Mariguella, foi morto pelas forças de repressão em São Paulo.

GOVERNO MEDICI (1969-1974)

Em 1969, a Junta Militar escolhe o novo presidente: o general Emílio Garrastazu Medici. Seu governo é considerado o mais duro e repressivo do período, conhecido como " anos de chumbo ". A repressão à luta armada cresce e uma severa política de censura é colocada em execução. Jornais, revistas, livros, peças de teatro, filmes, músicas e outras formas de expressão artística são censuradas. Muitos professores, políticos, músicos, artistas e escritores são investigados, presos, torturados ou exilados do país. O DOI-Codi ( Destacamento de Operações e Informações e ao Centro de Operações de Defesa Interna ) atua como centro de investigação e repressão do governo militar.
Ganha força no campo a guerrilha rural, principalmente no Araguaia. A guerrilha do Araguaia é fortemente reprimida pelas forças militares.

O Milagre Econômico

Na área econômica o país crescia rapidamente. Este período que vai de 1969 a 1973 ficou conhecido com a época do Milagre Econômico. O PIB brasileiro crescia a uma taxa de quase 12% ao ano, enquanto a inflação beirava os 18%. Com investimentos internos e empréstimos do exterior, o país avançou e estruturou uma base de infra-estrutura. Todos estes investimentos geraram milhões de empregos pelo país. Algumas obras, consideradas faraônicas, foram executadas, como a Rodovia Transamazônica e a Ponte Rio-Niteroi.
Porém, todo esse crescimento teve um custo altíssimo e a conta deveria ser paga no futuro. Os empréstimos estrangeiros geraram uma dívida externa elevada para os padrões econômicos do Brasil.

GOVERNO GEISEL (1974-1979)

Em 1974 assume a presidência o general Ernesto Geisel que começa um lento processo de transição rumo à democracia. Seu governo coincide com o fim do milagre econômico e com a insatisfação popular em altas taxas. A crise do petróleo e a recessão mundial interferem na economia brasileira, no momento em que os créditos e empréstimos internacionais diminuem.
Geisel anuncia a abertura política lenta, gradual e segura. A oposição política começa a ganhar espaço. Nas eleições de 1974, o MDB conquista 59% dos votos para o Senado, 48% da Câmara dos Deputados e ganha a prefeitura da maioria das grandes cidades.
Os militares de linha dura, não contentes com os caminhos do governo Geisel, começam a promover ataques clandestinos aos membros da esquerda. Em 1975, o jornalista Vladimir Herzog á assassinado nas dependências do DOI-Codi em São Paulo. Em janeiro de 1976, o operário Manuel Fiel Filho aparece morto em situação semelhante.
Em 1978, Geisel acaba com o AI-5, restaura o habeas-corpus e abre caminho para a volta da democracia no Brasil.

GOVERNO FIGUEIREDO (1979-1985) 

A vitória do MDB nas eleições em 1978 começa a acelerar o processo de redemocratização. O general João Baptista Figueiredo decreta a Lei da Anistia, concedendo o direito de retorno ao Brasil para os políticos, artistas e demais brasileiros exilados e condenados por crimes políticos. Os militares de linha dura continuam com a repressão clandestina. Cartas-bomba são colocadas em órgãos da imprensa e da OAB (Ordem dos advogados do Brasil). No dia 30 de Abril de 1981, uma bomba explode durante um show no centro de convenções do Rio Centro. O atentado fora provavelmente promovido por militares de linha dura, embora até hoje nada tenha sido provado.
Em 1979, o governo aprova lei que restabelece o pluripartidarismo no país. Os partidos voltam a funcionar dentro da normalidade. A ARENA muda o nome e passa a ser PDS, enquanto o MDB passa a ser PMDB. Outros partidos são criados, como : Partido dos Trabalhadores ( PT ) e o Partido Democrático Trabalhista ( PDT ).



A Redemocratização e a Campanha pelas Diretas Já

Nos últimos anos do governo militar, o Brasil apresenta vários problemas. A inflação é alta e a recessão também. Enquanto isso a oposição ganha terreno com o surgimento de novos partidos e com o fortalecimento dos sindicatos.
Em 1984, políticos de oposição, artistas, jogadores de futebol e milhões de brasileiros participam do movimento das Diretas Já. O movimento era favorável à aprovação da Emenda Dante de Oliveira que garantiria eleições diretas para presidente naquele ano. Para a decepção do povo, a emenda não foi aprovada pela Câmara dos Deputados.
No dia 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheria o deputado Tancredo Neves, que concorreu com Paulo Maluf, como novo presidente da República. Ele fazia parte da Aliança Democrática – o grupo de oposição formado pelo PMDB e pela Frente Liberal.
Era o fim do regime militar. Porém Tancredo Neves fica doente antes de assumir e acaba falecendo. Assume o vice-presidente José Sarney. Em 1988 é aprovada uma nova constituição para o Brasil. A Constituição de 1988 apagou os rastros da ditadura militar e estabeleceu princípios democráticos no país."

Fonte: http://www.sohistoria.com.br